Melhores práticas logísticas – Visão 2021

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Conheça os quatro pilares de onde as melhores práticas para a logística devem atuar em uma visão para 2021

Artigo escrito por Eric Eiji Kawamoto – Consultor Miebach Consulting

A gestão da cadeia de suprimentos deixou de ser há anos, componente puramente operacional, tornando-se cada vez mais estratégica. Empresas ganham competitividade e diferenciais ao investirem e gerenciarem as cadeias de suprimento alinhadas às expectativas de seus clientes.

Novas formas de gerir e operar a cadeia tem ampliado o horizonte dos mercados, principalmente no exterior como no caso da Amazon e Walmart com a declarada guerra de entregas cada vez mais imediatas e baratas. No Brasil, alguns métodos estão ganhando mais espaço nas cadeias de suprimentos, caso do VMI, operação omnichannel, transporte compartilhado, entre outros.

Com a expertise dos projetos elaborados, a observação dos movimentos do mercado e com nossa estratégia Glocal, abordagem global e conhecimento local, a Miebach Consulting, elencou quatro pilares de onde as melhores práticas para a logística devem atuar em uma visão para 2021.

  • Agilidade: compreensão de tempo da cadeia e maior visibilidade
  • Colaboração: uma grande oportunidade
  • Complexidade: segmentação como vantagem competitiva
  • Redes Sociais: a grande revolução

Agilidade
Tempo é a palavra chave, a capacidade de responder rapidamente às mudanças de oferta e demanda é cada vez mais participativo na criação do diferencial competitivo. Para isso é necessário ter: visibilidade de cadeia, que possibilita o acesso a informações que antecipam os acontecimentos e permite responder melhor aos eventos, além de fornecer um melhor suporte ao cliente; planejamento colaborativo, que permite a constante melhoria de processos não só de forma local, mas ampliado a todos os atores de forma a facilitar o fluxo de informações e materiais na cadeia; postponement, que além de reduzir estoques, ao postergar a montagem dos pedidos permite atende-los de forma versátil, rápida e muitas vezes personalizada; busca de sinergias, a fim de obter economias de escala e de administração e maior eficiência; e flexibilidade na produção, que em conjunto com o postponement e setups rápidos permite atender com rapidez à diversidade das necessidades do mercado.

 

Uma ferramenta importante e difundida para o ganho de tempo e agilidade é a filosofia Lean, que proporciona redução do tempo de atravessamento do pedido, leva a redução da visão tradicional de manutenção de estoques e consequentemente aumenta a velocidade de fluxo de caixa.

Agilidade também é obtida com a automatização de processos. Como exemplo, o processo de armazenamento e picking automáticos permitem processar pedidos e disponibilizá-los para entrega em um tempo muito mais curto, ampliando o tempo disponível para entregas.

Além disso, a implementação adequada da automatização tem potencial de redução nos custos gerais da operação, desde a redução da mão-de-obra necessária, até a redução em custos na estrutura, físicas e administrativas, de reprocessamento de pedidos.

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A Miebach tem realizado vários projetos a fim de agilizar a cadeia de suprimentos de seus clientes. Exemplos do potencial de atuação da Miebach: a definição de set-up para uma torre de controle para um operador logístico internacional nos Emirados Árabes Unidos permitiu aumentar a visibilidade e consequentemente diminuir o tempo de resposta a eventos, e um planejamento quase imediato; outro exemplo é um projetos de carregamento de caminhões de forma automatizada para uma empresa química na Alemanha que proporcionou economia e aumento da eficiência não só da planta, mas também dos veículos do sistema; um projeto conceitual de uma planta Lean para uma fábrica de autopeças na Europa com base num projetos de auditoria e diagnóstico de processos logísticos.

Colaboração na Cadeia de Suprimentos
A colaboração na cadeia de suprimentos já se mostrou muito vantajosa quando todos os players estão alinhados no objetivo comum com redução de estoques e custos logísticos. A utilização de VMI, onde o controle do estoque é realizado de forma automática, baseado na demanda real e controlado pelo fornecedor, pode reduzir os custos logísticos na ordem de 20% segundo exemplos apresentados no recente Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia na Argentina, por exemplo, e ao mesmo tempo aumentar o nível de atendimento, uma vez que a visibilidade da demanda e a resposta em termos materiais são mais rápidas.
Outra forma de colaboração é o de compartilhamento de transportes, tanto para complemento do volume de caminhão como para complemento do veículo para os trechos de retorno. Economias em transporte compartilhado podem variar na faixa de 7 a 25% do custo de transporte de entrega segundo o Benchmarking Miebach. No Brasil, esse movimento tem crescido liderado por operadores logísticos do setor automotivo que além do compartilhamento dos espaços de armazenagem, também tem buscado promover o compartilhamento de fretes dos fabricantes de autopeças e montadoras. A adoção dessa prática por outros setores é essencial para que ela se difunda no cenário logístico nacional.

De forma geral, a utilização de tecnologia para a economia compartilhada parece estar crescendo e desponta como uma das potenciais tendências em termos de transporte no futuro, tal qual como já ocorreu na mobilidade urbana nos últimos anos.

Na medida do possível a Miebach tem ajudado seus clientes a buscar esse tipo de parceria. O conhecimento da gama de empresas e seus ramos de atuação permite a Miebach conectar seus clientes a empresas que possam levar suas operações a outro nível por meio de workshops ou parcerias. Nos últimos dez anos a Miebach promoveu mais de 60
workshops nos clientes, além da participação e organização de eventos específicos da área compartilhando conhecimentos e insights com os profissionais da área.

Além disso, a presença global da Miebach permite a seus clientes a organização de visitas técnicas internacionais que dão acesso e conhecimento do estado da arte logístico onde quer que seja.

Complexidade
A busca por inovação e atendimento de novos mercados acaba gerando a chamada “competitividade à base de portfólio”, e faz com que mais produtos sejam lançados em plataformas diferentes em busca de nichos de venda e com ciclos de vida cada vez mais curtos.

Gerenciar esta diversidade de SKUs é um grande desafio de gestão e a tendência é que os portfólios sejam cada vez mais complexos. Estratégias de planejamento, fornecimento e/ou fabricações diferenciadas para cada nível de giro e período de ciclo de vida do produto serão cada vez mais essenciais para suportar as operações.

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Além da diversidade de produtos, a administração da diversidade de canais e suas respectivas particularidades também tem se apresentado como um grande desafio. Uma forma de gestão dos inúmeros canais de venda é o conceito de logística omnichannel, que visa justamente atingir os diversos públicos online e off-line e suprir suas diversas necessidades de compra de forma integrada. Redes varejistas nacionais tem adotado este sistema onde é possível, por exemplo, comprar na loja física e receber a mercadoria em casa, ou comprar via internet e retirar na loja, dentre as diversas possibilidades. No exterior, a Adidas obteve um aumento de dois dígitos em suas vendas após permitir essa multimodalidade na experiência do cliente.

Nos últimos anos, esta experiência omnichannel também chegou como demanda para os projetos da Miebach que tem conduzido estudos como o planejamento de operações de e-commerce omnichannel de uma rede de drogaria em Istambul; projetos conceituais de rede omnichannel para o mercado da moda e cosméticos nos EUA; e até workshops sobre o tema para empresa do ramo de bebidas também nos EUA.

O canal via internet, de e-commerce, por sua vez também criou necessidades inexistentes anteriormente, como exemplo, a gestão da devolução de pedidos desse tipo de canal, uma vez que a taxa de devolução neste canal chega a 30% contra quase 9% de devolução em lojas físicas, segundo levantamento da Invesp, empresa especializada em conversão de vendas online. Atualmente a devolução via correios é bastante comum. Porém, nos EUA e Japão, é crescente verificar empresas atuando com centros de coleta compartilhados, reforçando novamente a ideia de colaboração.

Outra mudança em curso na logística proporcionada pelo e-commerce é do perfil de pedidos. Um estudo conduzido pela ARC Advisory Group, uma empresa especializada em pesquisas industriais mostra que nos EUA, a maioria dos varejistas e atacadistas espera aumento do picking unitário, e mesmo os fabricantes esperam aumento do picking de caixas em lugar de pallets. Isso mostra como toda a cadeia passa a atender pedidos com maior variabilidade de SKUs e ao mesmo tempo baixos volumes de cada SKU. A absorção desta mudança tem pressionado cada vez mais por adaptabilidade e responsividade das operações logísticas. Pode-se traçar um pararelo do atendimento destes perfis de pedidos com o conceito de one piece flow da filosofia Lean, na qual um lote unitário percorre de forma mais rápida o processo de fabricação, com um lead time mais curto atendendo uma demanda de forma mais ágil e flexível.

No contexto logístico, a operação também terá de lidar com fluxos quase unitários de itens para se adaptar a essa estrutura de reposição. Conseguir realizar a gestão das crescentes complexidades será um desafio: vertical, fornecendo e adquirindo visibilidade ao longo da cadeia junto aos atores envolvidos; e horizontal, compartilhando infraestruturas e transporte a fim de aumentar a produtividade, eficiência e reduzir custos.

Ao longo dos anos a Miebach tem acompanhado estas modificações de necessidade e complexidade junto a seus clientes em seus projetos de redes logísticas. De projetos Masterplan para plantas e redes de distribuição a projetos Greenfield realizados para clientes globais dos vários setores como o farmacêutico, químico, automotivo, publicações, bens de consumo, etc., fica a convicção que é preciso se planejar para suportar o crescimento e se reinventar junto com o mercado que assim o faz constantemente.

Redes Sociais
As redes sociais estão promovendo uma nova revolução na forma de comunicação. Estamos em um ponto de inflexão no uso de redes sociais de B2C para B2B. Enquanto no B2C as redes sociais têm a finalidade de Branding e Marketing, focado na comunicação externa, observamos no B2B a tendência de, particularmente no gerenciamento da cadeia de suprimentos, uma ferramenta para gerenciamento End-to-End de processos, desdobramento de metas e processos do board para o chão de fábrica, e colaboração e
comunicação interna e externa.

Como as redes sociais revolucionariam a gestão da cadeia de suprimentos?

  • Do ponto de vista de pessoas, as redes sociais podem fornecer maior comprometimento e Empowerment: dando voz às pessoas envolvidas; acelerando o aprendizado, a melhoria, a comunicação, e inovação; e dando suporte ao ensino à distância.
  • Do ponto de vista dos produtos, daria voz aos produtos e ao consumidor: fornecendo informação em tempo real, captando tendências da necessidade do consumidor; auxiliaria no desenho de novos produtos; e permitiria a rastreabilidade RFID, em tempo real com os processos.
  • Do ponto de elos da cadeia, enriqueceria a forma de colaborar: a melhoria da visibilidade; a mitigação de riscos; e agilidade.
    As redes sociais permitirão a comunicação entre os atores da cadeia de suprimentos de forma simples. Pode por exemplo, resolver a complexidade de comunicação com um grande número de fornecedores (One to All).

A comunicação B2B pode cobrir diversas necessidades de informação, como:

  • Normalidade: Aviso de expedição, confirmação de entrega, status de pedido; (Maior
    volume de informação, menor criticidade)
  • Ocorrências: Atrasos, faltas, problema de qualidade, etc; (Informação “Push”)
  • Emergências: Planos de contingência, gabinete de comunicação de crise (Menor
    volume de informação, máxima criticidade)
    Receitas de ontem, hoje e amanhã para se transformar em empresas que se tornam
    competitivas com a cadeia de suprimentos.

Os quatro pilares da visão 2021 da Miebach:
A compactação de tempos ao longo da cadeia de suprimentos deverá ser a principal prioridade, garantindo a qualidade, a eficiência de custos aparecerá como consequência.

Atualmente, o maior potencial de melhoria se encontra na colaboração ao longo da cadeia de suprimentos com um suporte cada vez mais massivo da tecnologia para transformar novos modelos de colaboração em realidade.

A crescente complexidade da cadeia deverá ser gerida por uma “integração vertical virtual”, ou seja, com a absorção de novas tecnologias para a troca rápida de informações e uma correta “diferenciação horizontal”, com inteligência para gerir cada produto de acordo com seu ciclo de vida e atuação no mercado.

As redes sociais aplicadas ao Supply chain permitirão enriquecer a comunicação e colaboração, além de aumentar a visibilidade e agilidade, de forma muito barata.

Sobre a Miebach
A Miebach Consulting possui mais de 40 anos de expertise global em Supply chain e conta com mais de 380 especialistas espalhados em 21 escritórios. Os inúmeros desafios à frente, só reforçam a importância da análise e gestão da cadeia de Supply Chain em conjunto com especialistas a fim de agregar valor ao cliente final e obter a vantagem competitiva necessária no mercado.

Acreditamos que a receita para o futuro é a inovação, orientada pela mobilidade e pelas novas dinâmicas como as redes sociais, que permitirão gerir as complexidades com agilidade, colaboração e confiabilidade na cadeia de suprimentos. A Miebach está preparada para auxiliar seus clientes a alcançar a velocidade necessária na cadeia de suprimentos; buscar as colaborações que trarão maior retorno em seus níveis de serviço e investimentos; facilitar a gestão das complexidades que o futuro exigirá; e preparar as cadeias logísticas para as inovações, sempre buscando o estado da arte.

 

Fonte:http://www.painellogistico.com.br/

 

 

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