Dubai mira no Brasil para ampliar parcerias estratégicas

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A Câmara de Comércio e Indústria de Dubai está liderando uma missão comercial de alto nível na América Latina de 15 a 22 de abril, como parte de sua série de Fórum de Negócios Globais, que abrangerá Brasil, Paraguai e Argentina. Os objetivos da missão são aumentar a cooperação econômica entre a América Latina e Dubai e promover o Emirado como um centro de comércio e investimento atraente na região.

A delegação é composta por empresários, investidores, tomadores de decisão, e funcionários líderes dos Emirados Árabes Unidos. Os delegados se reunirão com representantes dos setores público e privado dos países latino-americanos para discutir sinergias entre a região e Dubai, e explorar novas oportunidades em vários setores prioritários, incluindo logística, agronegócio, manufatura, energia renovável e turismo. Atualmente, a Câmara de Dubai é uma das maiores câmaras globais em termos de adesão, e conta com mais de 200.000 empresas registradas.
“Estamos otimistas em relação à nossa missão comercial para a América Latina, o Brasil é o principal parceiro de negócios da região e o comércio não-petrolífero registrou cerca de R$50 bilhões em 2016. Nossa intenção é trocar ideias e estreitar a cooperação entre as duas regiões, encontrando novas formas de desenvolver negócios e soluções. O Brasil é um país com enormes oportunidades para as empresas de Dubai”, disse Majid Al Ghurair, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Dubai.

Na capital paulista, no dia 17 de abril, os membros da delegação da Câmara terão um encontro com autoridades da prefeitura de São Paulo, como o prefeito João Doria e os secretários Julio Serson (Assuntos Internacionais) e Wilson Poit (Privatizações e Parcerias). Em seguida, a delegação terá uma reunião com representantes da FIESP; Francisco Luna, Gerente do Escritório da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) em São Paulo, e um grupo de executivos de empresas brasileiras.

Na parte da tarde, os membros da Câmara de Dubai se encontrarão com Marcio França, vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do estado e Sérgio Costa, Diretor Executivo da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos ligada à pasta.

“Nós já realizamos algumas missões para Dubai, e temos estreitado cada vez mais as ligações com representantes da região para que seus investidores saibam que podem contar com nosso apoio gratuito para estabelecer uma base em São Paulo que possa servir toda a América Latina. Também temos ajudado as pequenas e médias empresas paulistas a estarem atentos para os mercados que podem ser bons para seus produtos lá”, afirma Costa.

Durante o evento, a delegação vai anunciar uma iniciativa para reforçar os laços bilaterais entre os Emirados e empresas da América Latina. A delegação de Dubai também promoverá o Global Business Forum na América Latina, que foi inaugurado em novembro de 2016 e tem como objetivo explorar oportunidades mútuas e apoiar as empresas de Dubai a entrarem nos mercados latino-americanos, além de atrair mais empresas do continente americano para os Emirados Árabes Unidos.

Descubra os principais setores que devem gerar oportunidades de negócios entre os Emirados Árabes Unidos e o Brasil
O Brasil teve resultados positivos em uma série de setores de mercado que despertaram o interesse dos investidores dos EAU, conheça os principais segmentos:

Logística
Em junho de 2015, o Brasil apresentou um novo programa de concessões de infraestrutura, que pretende atrair US $ 64 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos para atualizar e operar estradas, ferrovias, portos e aeroportos em 20 estados do Brasil.

Energia Renovável
Em 2015, o setor de energia renovável do país foi o maior receptor de investimentos na América Latina e entre os 10 melhores do mundo (7ª posição) com valor de mais de R$21 bilhões. Embora esse valor esteja em torno de 10% abaixo dos investimentos do ano passado; um recorde de mais de R$15 bilhões foi para o financiamento de ativos eólicos, enquanto os financiamentos de projetos solares chegaram a US $ 657 milhões, um recorde também, que, potencialmente marca o início de um grande novo mercado para células solares.

Turismo
A capacidade atual dos hotéis no Brasil situa-se em 94.000 quartos e espera-se um aumento substancial de 74,5%, para chegar a 164 mil quartos, em 2020. O país atraiu 6,4 milhões de turistas estrangeiros em 2014 e o Ministério do Turismo afirmou que cerca de US $ 4 bilhões de investimentos no setor seria necessário nos próximos anos para acompanhar o crescimento das chegadas de turistas.

Agronegócio
As exportações do agronegócio brasileiro para o mundo alcançaram mais de R$240 bilhões em 2015 e o país pretende expandir sua participação no comércio agrícola mundial de 7% para 10%. Fatores fundamentais continuam a ser muito atrativos para a indústria de agronegócio local, especialmente com a recente queda do Real, diminuindo os custos de produção. Ao longo dos esforços governamentais, o Instituto Brasileiro de Pesquisa Agrícola abriu recentemente um novo departamento de P & D dedicado aos “alimentos funcionais”, que ajudam a melhorar a saúde e prevenir doenças como iogurtes, bebidas probióticas, bebidas esportivas, pão integral e água de coco.

Manufatura
A indústria automotiva brasileira atraiu 8% das entradas de IED em 2015, enquanto a indústria química atraiu outros 4%. Vale ressaltar também que o Brasil está se promovendo cada vez mais na fabricação de têxteis, aeronáutica, produtos farmacêuticos e metais.

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Comments (1)

  1. Mauro Souza

    Bom dia. Ao ler a matéria, em especial a parte que relata os principais focos de investimento, gostaria de sugerir que se verifique o interesse em dois segmentos com forte potencial no Brasil: modernização do setor portuário e prestação de serviços em modalidade de business process outsourcing.
    O primeiro tema se justifica em razão da carência do país em infra estrutura, com destaque para o segmento portuário, que possui especial relevância para as trocas comerciais.
    O segundo item encontra-se em processo de crescimento, quer seja pelo desejo das empresas (em especial do setor financeiro) em quarteirizar serviços de backoffice (que fogem do seu core), ou pela recente aprovação da lei de terceirização, que melhor regulamenta o processo de contratação de empresas de serviços no país.
    Abs.
    Mauro Souza

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