Operações logísticas. Análise do “Cross Docking”

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Maxton Logística

Iremos abordar um dos principais conceitos de estratégia de distribuição e logística o Cross Docking. Essa ferramenta surgiu com a necessidade de inovações quanto à forma de abastecimento do mercado e ganhou forças devido às possibilidades que oferece. O Cross Docking é um processo no qual a carga é recebida no armazém ou no centro de distribuição e não é estocada, ao invés disso é diretamente direcionada para o local de carregamento nos veículos de entrega. Ou seja, o Cross Docking trabalha com o recebimento de mercadorias de diversos locais que serão consolidadas e posteriormente conduzidas até o seu destino final se caracterizando como uma área em que os fluxos de materiais e mercadorias são contínuos. Para que este processo funcione é necessário ter um sistema de ERP que controle perfeitamente todo o fluxo e permita trocas de informações no qual não podem ocorrer erros, apresentando flexibilidade para ser utilizado em diversas modalidades, sempre com o objetivo de agilizar uma operação em favor do cliente. A seguir, detalharemos os pontos fortes e os que precisam de atenção para que este processo funcione perfeitamente.

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O Cross Docking é definido como sendo um processo de distribuição no qual a mercadoria recebida, em um armazém ou centro de distribuição, não é estocada, mas sim imediatamente preparada para o carregamento nos veículos de entrega.
Ele é a transferência das mercadorias entregues, do ponto de recebimento, diretamente para o ponto de entrega, com tempo de estocagem limitado ou, se possível, nulo.

As instalações que operam com o Cross Docking recebem carretas completas (FTL – Full Truck Load) de diversos fornecedores e realizam, dentro das instalações, o processo de separação dos pedidos através da movimentação e combinação das cargas, da área de recebimento para a área de expedição.
As carretas partem com a carga completa formada por diversos fornecedores. O uso do FTL, tanto para o recebimento quanto para a expedição, permitem que os custos de transporte sejam reduzidos.
Este tipo de operaçãotambém chamado de distribuição “flow through”, permite que “a administração dos centros de distribuição concentre-se no fluxo de mercadorias, e não na armazenagem das mesmas”. (OLIVEIRA; PIZZOLATO, 2002, p.03). A aplicação deste sistema busca reduzir ou eliminar, se possível, duas das atividades mais caras realizadas em um armazém, a estocagem e o picking “separação das cargas”.
O Cross Docking ideal tem uma rede de transportes, equipamentos, processos e operações para dar suporte ao fluxo de produtos do fornecedor para o consumidor.

Agora vamos relatar os benefícios e as desvantagens:

Benefícios

Mais facilmente visíveis vêm da economia do trabalho, da redução de custos de armazenagem e perda em estoques e também custos de oportunidades. Podemos citar ainda:

Reduz-se necessidade de espaço;
Reduz-se avaria aos produtos;
Diminuem os furtos;
Menos custo de manuseio;
Diminui obsolescência (e prazo de validade) dos produtos;
Sobe a velocidade de fluxo de produtos e circulação do estoque;
Fornece suporte às estratégias de just-in-time (JIT);

Desvantagens:

Infelizmente, nem tudo é perfeito no Cross Docking. Podemos listar algumas desvantagens abaixo:

É necessária sincronização entre fornecedores e demanda;
Necessita-se de dependências adequadas;
ERP’s inadequados podem prejudicar o processo;
É difícil determinar os produtos candidatos;
Pode ocorrer stock-out pela ausência de estoque de segurança;
Sendo assim, para que o Cross Docking seja realizado com sucesso é de extrema relevância tomar alguns cuidados como cumprimento dos prazos de entregas, um local adequado para efetuação do mesmo, um sistema de informação eficiente onde não ocorram falhas que acarretem no fracasso do processo, e acima de tudo uma perfeita sincronização entre demanda e fornecedores para que assim as vantagens oferecidas pela utilização dessa ferramenta sejam válidas resultando na satisfação do cliente ao final.

Exemplo de aplicação da estratégia

Um exemplo da aplicação do cross-docking foi à venda de calçados pela Americanas.com sem que o e-commerce tivesse ao menos um par em estoque. A empresa vendia tênis a partir da loja da Netshoes, com garantia da existência de estoque na própria Netshoes.
O back-office da Americanas.com passava à Netshoes o pedido de compra consolidado após a confirmação do pagamento dos pedidos. Após uma determinada hora de corte, a Netshoes separava a mercadoria, faturava a Americanas.com e mandava a mercadoria para as Americanas. O Warehouse Management System (WMS) da Americanas.com fazia a conferência da mercadoria e, sem armazená-la, enviava a mercadoria à expedição para faturamento.
Essa parceria deixa bem clara a eficiência desta estratégia.

Conclusão

O Cross Docking busca oferecer melhores serviços mantendo a oferta de produtos, através da utilização de estoques e preços reduzidos. O sistema é definido como sendo um processo de distribuição no qual a mercadoria recebida, em um armazém ou centro de distribuição, não é estocada, mas sim imediatamente preparada para o carregamento nos veículos de entrega. Deve haver uma sincronia entre fabricantes, varejistas e distribuidores, assim haverá uma integração no fluxo das mercadorias com o fluxo das informações. Devemos considerar questões como o uso de um ERP que controle perfeitamente todo o fluxo e permita trocas de informações no qual não podem ocorrer erros, equipamentos e colaboradores bem treinados e uma seleção de produtos que suporte este processo.

Com as informações aqui postadas, podemos concluir que o Cross Docking é eficiente, e um dos objetivos é sempre agilizar a operação em favor do cliente.

Autora: Thais de Miranda

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