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Construindo um armazém mais inteligente:


Analisando o estado da indústria
O crescimento exponencial das compras omnicanal e a procura cada vez maior por entregas mais rápidas de mercadorias estão redefinindo a distribuição da rede de abastecimento dos bens de consumo. Uma mudança importante na forma como os consumidores estão comprando cada vez mais através de múltiplos pontos de contato – online de computadores desktop, dispositivos móveis e em loja – criou a necessidade de um armazém “mais inteligente” para atender ao consumidor conectado de hoje. Uma vez que os varejistas buscam fundir suas operações físicas e online para reduzir custos e aumentar a eficiência, os sistemas de gestão de armazém devem manter o ritmo.

img2zebraEsta onda de armazéns de próxima geração com tecnologia melhorada está trazendo níveis sem precedentes de visibilidade em tempo real de ativos, pessoas e operações das organizações através de uma miríade de indústrias, desde a manufatura discreta nos setores automotivo, eletrônicos e maquinário para empresas de processamento de alimentos e bebidas, até os setores de saúde e farmacêutico, para citar apenas alguns.

Porém, foi a transformação do ecossistema da rede de abastecimento que levou profissionais de operações a considerarem atualizar seus armazéns, visando aumentar a produtividade, reduzir os custos de transporte e acelerar os envios de mercadorias. Como resultado, as redes de abastecimento estão prestes a passar por uma reforma extrema ao longo dos próximos anos. Na verdade, os setores de varejo, atacado, transporte e logística estão em transição para sistemas de gestão de armazéns “de ponta” que levam a automatização a novos níveis – desde equipar os funcionários com dispositivos móveis que aumentam a velocidade e a precisão da separação de pedidos até a implantação de tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para visibilidade do inventário em tempo real.

Ao mesmo tempo, os executivos planejam implantar mais armazéns, reduzindo seu tamanho e adaptando-os para sistemas existentes em instalações altamente mecanizadas e mais enxutas. Esta abordagem é projetada para reduzir custos e aumentar a capacidade de resposta aos clientes. A revisão da tecnologia de sistemas de gestão de armazém tornou-se quase um requisito da indústria: uma rede de abastecimento ágil é fundamental para competir na era de compras digitais. Espera-se que as vendas globais online cheguem a $ 3,5 trilhões nos próximos cinco anos, um aumento de quase 47% em relação ao $1.6 trilhão em 2015, de acordo com a eMarketer. Os armazéns devem estar equipados para lidar com o resultante dilúvio de mercadorias circulando através do canal de entrega de produtos.

Realizando investimentos para o futuro
Conforme os executivos de armazém se preparam para aumentar o volume de itens enviados nos próximos anos, eles consideram equipar o pessoal com nova tecnologia, bem como aumentar o uso de leitura códigos de barras, tablets e a Internet das Coisas, suas principais iniciativas e investimentos para uma rede de abastecimento otimizada.

– Equipando a equipe com tecnologia: Os executivos têm grandes planos para equipar seus funcionários com uma tecnologia que aumente a visibilidade e a mecanização dos processos do armazém, desde a validação do inventário e separação de pedidos até embalagem e carregamento.
– Leitura de códigos de barras: Os executivos do armazém planejam expandir o uso da leitura de códigos de barras para 77% nos próximos cinco anos. Essa expansão é impulsionada pela crescente demanda do mercado por uma maior eficiência, automação e rapidez no manuseio de inventário de entrada e saída, bem como requisitos mais rigorosos para fornecedores.
– Tablets: Para a validação do inventário, os armazéns irão atualizar seus processos atuais em papel/caneta, planilhas, para tablets móveis/ portáteis que oferecem acesso em tempo real aos sistemas de gerenciamento dos armazéns.
– Automação de armazéns/ carregamento de caminhões: Espera-se que a otimização de carga cresça 7,4% ao longo dos próximos anos. Os executivos de armazém irão recorrer a novas soluções de tecnologia móvel e de captura de dados de otimização de carga para maximizar a eficiência e a agilidade na embalagem, preparo, carregamento e transporte. Essas soluções de embalagem e de carga oferecem análise em tempo real projetada para aumentar a produtividade dos funcionários e reduzir os custos de transporte.
– A Internet das Coisas (IOT): Uma nova onda de dispositivos conectados, também conhecida como a Internet das Coisas, está prestes a oferecer aos armazéns um nível elevado de visibilidade de todos os aspectos da rede de abastecimento. As tecnologias de IoT prometem facilitar a interação da força de trabalho em tempo real para elevar a produtividade, ao mesmo tempo em que conferem um novo nível de precisão para rastrear a rota do estoque em toda a rede de abastecimento, entre outras coisas.

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A mudança para sistemas de gestão de armazéns de ponta em tempo real
Para ser bem-sucedido no novo paradigma da rede de abastecimento é necessário encurtar os prazos de entrega de mercadorias e reduzir os custos de transporte. Esses fatores foram apontados pelos executivos entrevistados como as principais razões que conduzem a mudança para um armazém mais inteligente.

Os armazéns devem adaptar-se ao crescimento do e-commerce no setor de varejo, e à inundação de pedidos online e proliferação das mercadorias na rede de abastecimento. Essas iniciativas refletem a mudança para sistemas de gestão de armazéns de ponta e Sistemas de Localização em Tempo Real (RTLS) – que rastreiam o paradeiro de objetos em tempo real – e substituirão as operações existentes, de acordo com os entrevistados.

Como parte dessa mudança, os armazéns irão atualizar-se para sistemas de gestão de pátio, por exemplo, que oferecem dados em tempo real sobre a localização de reboques no pátio de armazenamento, permitindo que os funcionários os movam do preparo para as docas, a fim de atender aos pedidos de forma mais eficiente. Os armazéns também irão migrar para o sistema SaaS (software-as-a-service) sob demanda, baseados em nuvem, para eliminar o custo do equipamento no local e de pessoal.

Grandes investimentos para automatizar o gerenciamento de inventário, o coração da operação dos armazéns, são outro imperativo estratégico.

Para automatizar as contagens de ciclo, os executivos de armazém planejam substituir planilhas físicas por computadores e tablets portáteis que forneçam acesso em tempo real aos sistemas de gerenciamento do armazém. A idéia é aumentar a precisão do inventário, reduzir a falta de estoque e melhorar o serviço ao cliente.

Isso significa a eliminação progressiva de computadores sobre rodas ou modelos manuais de acesso de lote, passando a oferecer tecnologia móvel portátil aos funcionários com acesso direto e instantâneo ao WMS.

Tornando a visibilidade uma realidade
A tecnologia RFID é outro grande impulso. A Internet das Coisas, objetos reforçados com eletrônicos, sensores e conectividade de rede que lhes permitem coletar e trocar dados, gerou um grande burburinho em relação aos “produtos de consumo inteligentes”, como vestíveis que controlam o nível de atividade de um usuário.

Porém, a indústria do armazém também está apostando na IOT para agilizar e conectar as muitas partes móveis de uma rede de abastecimento, fornecendo informações de dados compartilháveis e acionáveis em tempo real através de diversos processos, desde o rastreamento do inventário e separação de pedidos até a maximização das rotas de frotas.

IOT e RFID

Quando se trata da aplicação da tecnologia da IoT, o RFID, que não possuía bom custo-benefício e agora está muito mais acessível, irá desempenhar um papel fundamental na modernização de armazéns para a era do comércio digital. O RFID promete maior visibilidade do inventário – a capacidade de saber exatamente onde qualquer palet, estojo ou SKU está no armazém, a qualquer momento. Por esta razão, varejistas, fabricantes, profissionais de distribuição e logística estão planejando mais do que dobrar seu uso de RFID para a contagem do ciclo e de validação de inventário até 2020.

Um sistema de gerenciamento de armazém com RFID pode aumentar a eficiência em organização e picking de produtos, verificar as remessas recebidas do fabricante e aquelas enviadas para as lojas com maior precisão, aumentar tudo, desde a precisão do inventário até a velocidade de reposição de mercadorias – reduzindo oportunidades de erro humano.
A otimização da logística de armazéns para que os produtos certos cheguem aos clientes certos no momento certo nunca foi tão importante em meio à explosão das vendas diretas ao consumidor.

Um ecossistema em mudança significa que varejistas, atacadistas e empresas de transporte não estão apenas entregando itens para lojas, mas também enviando para as casas dos consumidores. Além disso, eles estão atendendo a mais clientes que compram online e buscam na loja e à crescente demanda por entregas no mesmo dia.

Dando início a uma nova era de produtividade dos funcionários
Os executivos de armazém também estão se voltando para melhorias tecnológicas com o objetivo de aumentar a produtividade dos funcionários quando se trata de picking de produtos e cumprimento, o que consome 70% dos custos operacionais de uma instalação.

Hoje, estima-se que é preciso 44 horas de treinamento para que novos funcionários atinjam plena produtividade. Para tentar reduzir esse tempo para 27,5 horas, a indústria está mudando de picking de produtos dirigido apenas por voz para picking de produtos e reabastecimento de estoque dirigido por voz e tela nos próximos cinco anos. A mudança para o picking de produtos multimodal, que aumenta o picking por voz com picking dirigido por tela em dispositivos móveis, sejam eles de mão, montados em veículos ou vestíveis, foi concebida para automatizar e acelerar o fluxo de trabalho para acomodar os picos de volume de pedidos na rede de abastecimento, reduzir custos de picking e cumprimento, e melhorar as margens de lucro.

Ao mesmo tempo, as empresas se voltarão para intercalação de tarefas para aumentar a eficiência dos funcionários. A prática da produtividade maximiza os movimentos dos funcionários com base em seu local e uso de equipamentos no espaço, atribuindo-lhes várias tarefas, tais como a separação de pedidos ou carregamento de caminhões. Estudos mostram que a intercalação de tarefas pode aumentar a produtividade do funcionário de 10% para até 40%. Ao longo dos próximos cinco anos, os executivos de armazém irão expandir o uso de cross-docking, o que minimiza manuseio de materiais ao eliminar a organização desnecessária. Seu objetivo é aumentar a taxa de transferência de inventário e diminuir os prazos de entrega, sem a necessidade de adicionar capacidade de armazenamento – eficiências que ganharam nova importância conforme os volumes de pedidos aumentam e os valores por pedido diminuem.

Soluções ecológicas
Ao longo dos próximos anos, os armazéns se tornarão cada vez mais ecológicos. Assim como o “capitalismo consciente” passou das margens para o centro das práticas comerciais, a indústria dos armazéns não é exceção.

As principais iniciativas ecologicamente conscientes incluem redução e reciclagem dos materiais de embalagem utilizados durante o transporte, e redução do consumo de energia através da compra de equipamentos de alta eficiência.

Quando se trata de implementar práticas ecologicamente corretas, se dar bem também pode significar fazer o bem: Embora a maioria dos entrevistados considerem iniciativas ecológicas uma despesa, eles também as veem como uma oportunidade de economia.
Recentemente, a empresa de produtos de beleza Kiehl, por exemplo, trocou caixas por envelopes na hora do envio. O movimento refletiu um impulso para a sustentabilidade, mas também acabou por reduzir os custos de transporte de produtos da Kiehl.

Mudança de requisitos: requisitos da indústria impulsionam atualizações nos armazéns
Os executivos de armazém afirmaram que as atualizações tecnológicas estão sendo impulsionadas, em parte, pela demanda em atender às mudanças nos requisitos do cliente.

  • Leitura de códigos de barras de itens na entrada: espera-se um aumento de 64% para 84% até 2020.
  • Aumento do uso de Aviso Antecipado de Embarque (ASN): espera-se um aumento de 34% para 53% até 2020.
  • Cumprimentos de padrões GDSN: a Rede de Sincronização Global de Dados (GDSN) permite que parceiros comerciais compartilhem dados de negócios de forma automática. Assim, quando um fornecedor ou varejista, por exemplo, atualiza seu banco de dados, o outro também é atualizado. Os padrões de medição de pacotes do GDSN aumentarão de 32% para 53% nos próximos cinco anos.
  • Implementação de tecnologia RFID: espera-se um aumento de 27% para 47% até 2020.

 

Metodologia de pesquisa
A pesquisa foi orientada para profissionais de TI e operações nos segmentos de logística, manufatura, varejo, transporte e mercado atacadista. Cada pesquisa foi elaborada para revelar experiências e processos atuais e previstos relacionados ao armazém e/ou aos centros de distribuição dos entrevistados.
A pesquisa foi concluída por empresas no Brasil e no México, com pelo menos $ 15 milhões em receitas anuais. Os entrevistados não tinham conhecimento do patrocínio da pesquisa da Zebra.

Fonte: Imam

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