Postado por
Logística

O mercado brasileiro de transportes começa a ser desenhado para os próximos anos e as tendências globais têm sido amplamente avaliadas pelas empresas e pela área

pública. O setor está sendo tratado como fator estratégico para a virada econômica do Brasil, inclusive um novo estudo da Fundação Dom Cabral (FDC)realizado pela Plataforma de Infraestrutura e Logística de Transportes (Pilt) conclui a necessidade urgente de investimento mínimo de 2% do PIB nacional em transportes e logística até 2035, o que geraria redução de custo para as empresas no patamar de 12,37% do faturamento para 8%.

 

CONFLITOS ENTRE O AGORA E O AMANHÃ: UM RISCO DE RUPTURA NA INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES

Recentes estudos divulgados pela Plataforma de Infraestrutura de Logística de Transportes (PILT/FDC) mostram que existem dois mundos relevantes para as decisões de investimentos em infraestrutura de transportes no Brasil. Um deles é o do agora, que se caracteriza pela necessidade de recursos para manter e melhorar a rede atual. O outro é o universo do amanhã, no qual novos projetos de ampliação da rede demandam grandes quantidades de recursos.

Portanto, um desafio incontestável para próximo governo é evitar possíveis conflitos entre o presente e o futuro, sob pena de criar importantes rupturas na já combalida infraestrutura.

Em 1984, o estoque de infraestrutura no Brasil, que representa o valor financeiro de todos os ativos físicos em relação ao PIB, era 21,4%. Em 2016, esse estoque já havia encolhido para 12,1%. Essa desvalorização tem várias consequências, entre elas a deterioração do nível de serviços das rodovias, que é calculado pela razão entre volume de tráfego e a capacidade das vias de movimentar tal volume. Resultado: 45,3% dessa malha já opera em condições que vão de desfavoráveis a péssimas.

Somente nos últimos dois anos, essa situação implicou em uma perda adicional de R$15,5 bilhões para os embarcadores de transportes, que assistiram seus custos logísticos crescerem a um patamar de quase 8% no período. Obviamente, a conta é paga pela queda nas margens, com consequente perda de competitividade das indústrias. A conta final é paga pela população, pois os custos são embutidos nos preços finais dos bens adquiridos.

Trabalhar um plano de logística para o futuro também demanda muito. A matriz brasileira é extremamente desequilibrada (o modal rodoviário movimenta mais de 85% das chamadas cargas gerais) e responde por médias de transportes acima de 1.000 km, o que é absolutamente incompatível com as características desse modo de transportes, quando o normal em outros países é de cerca de 400 km.

Esta distorção afeta a rentabilidade esperada por empresas e caminhoneiros e essa é a raiz do problema que faz surgir o círculo vicioso do frete. Essa ferida foi exposta na recente paralisação da categoria. A crise do abastecimento nos aponta a necessidade premente de novos projetos em ferrovias, hidrovias e cabotagem.

No entanto, mesmo com a inserção de novos projetos a partir de 2025, a exemplo de quatro ferrovias, a divisão modal vigente pouco se altera, a rodovia ainda concentrará cerca de 50% da produção de transporte, enquanto o share da ferrovia chegará somente a 30% em 2035. É preciso muito mais do que se desenha hoje.

Estima-se um crescimento de cerca de 40,5% no volume de cargas até 2035, o que representará um aumento nas despesas de transportes dos atuais R$166 bilhões para R$233 bilhões. O custo total de transportes irá aumentar cerca de 40% até 2035, mas a PILT/FDC calcula que para cada 10% de carga rodoviária transferida para a ferrovia haveria uma economia de 2,4% equivalente a R$4,9 bilhões já em 2025 e R$5,6 bilhões em 2035.

No caso das hidrovias, essa economia chega a 4,5%, equivalente a R$ 9 bilhões em 2025 e R$10 bi em 2035. As projeções da demanda de transporte para o Brasil ser mais competitivo, associadas à carteira de projetos em curso, exigem investimentos continuados no longo prazo e protegidos de iniciativas conectadas apenas com agendas políticas imediatistas.

O Brasil requer planejamento de longo prazo, com projetos estruturantes assumidos e protegidos pela sociedade e inseridos numa agenda de Estado para a infraestrutura. Mas os planos devem combinar a melhoria da eficiência rodoviária constante com a reestruturação planejada da atual matriz multimodal de transporte.

É fundamental criar um ambiente seguro e confiável para o investimento privado em parceria com o setor público, que conectem o agora e o amanhã. Caso contrário, teremos sempre um país sem fluência logística e sem competitividade.

Fonte: Por Prof. Paulo Rezende – https://www.fdc.org.br/


Transforme sua área de estoque em mais um espaço de vendas. Não ocupe seus funcionários e esforços com recebimento e controle de estoque. Deixe que nós, da Maxton Logística, façamos isso.

Ligue agora mesmo para nossos consultores e peça uma apresentação sem compromisso. +55 41.3069.9800

Tags:
armazenagem, armazenagem em curitiba, armazenagem logistica, armazenagem de cargas, distribuição de cargas, distribuição de produtos, picking, logistica, logistica em curitiba, transporte internacional de cargas, importação de cargas, exportação de cargas, carga internacional, encomenda internacional, frete internacional, porto de santos, porto de itajaí, porto de são francisco, montagem de kits, embalagens especiais, desembaraço de cargas, despachante aduaneiro, maxton , maxton logistica, internet das coisas, porta pallete

#armazenagem #armazenagememcuritiba #armazenagemlogistica #armazenagemdecargas #distribuiçãodecargas #distribuiçãodeprodutos #picking #logistica #logisticaemcuritiba #transporteinternacionaldecargas #importaçãodecargas #exportaçãodecargar #cargainternacional #encomendainternacional #freteinternacional #estufagem