Blockchain, logística e o Ministério da Infraestrutura

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Com a automação desaparecem os empregos e tende a liquidar a especialização do espaço e dos assuntos. Mas o mundo do ensino continua. (Marshall McLuhan)

A aceleração e a ruptura são os principais fatores do impacto dos meios sobre as formas sociais e econômicas existentes. Blockchain, a tecnologia da nuvem originalmente aplicada à bitcoin, agora está acelerando a logística e o comércio. Esse movimento da informação irá gerar maior volume de transporte. Fundamentado no banco de dados distribuído, online, público e compartilhado entre uma rede de computadores distribuída e descentralizada, essa onda inovadora estabelece paradigmas comerciais e exige reflexões.

Para promover a inteligência dessa aceleração e consequente ruptura, Portogente abre hoje o “WebSummit Blockhain e a cadeia logística”, um espaço online para informação e debate. Como comentam admiradores dessa tecnologia, é a maior invenção desde o aparecimento da internet. Entender o seu uso e participar desse processo com competência são formas de realizar uma transição suave de paradigma e perceber novas oportunidades. Trata-se da evolução do e-commerce e do e-business.

Como efeito da nova forma de movimentação de mercadorias, com informações mais aceleradas e a imperativa redução das resistências, serão inevitáveis a exclusão ou a substituição de atores do comércio internacional. Do mesmo modo, é um cenário no qual avulta o conceito de comunidade portuária e o oportuno papel dos clusters, concentradores e reguladores. Pois a competitividade atrelada à inovação e produtividade dos recursos gera uma sequência no acontecer do comércio internacional incentivadora de alianças estratégicas.

No papel de nó de uma ampla e eficiente rede de portos digitais, a autoridade portuária, mais do que nunca, deve conciliar interesses e ser alinhada com o seu negócio portuário, bem como a sua conformidade, na busca da sua eficiência sistêmica e competitividade global. Sob a ótica colaborativa regional, fortalece a cooperação em rede, com autonomia de integração, tal como se dá na arquitetura da rede blockchain, consonante com o conceito de rede distribuída e descentralizada. Dentro desta nova visão, falhar na adaptação à essa tendência significa perder o navio da história.

Nesse contexto de busca de protagonismo na economia do universo, tempo de inovações e incertezas, o Ministério da Infraestrutura não expressou, até agora, ideia que associe a força dessa conjuntura e os objetivos nacionais. E expressa equívocos, como achar que o brasileiro não consegue cumprir premissas, como os europeus. Impressão bem diferente da que se tem no extenso debate que ocorre, onde se busca o entendimento do caminho favorável para os portos do Brasil, sem ignorar o mundo.

Fonte: https://portogente.com.br/noticias/dia-a-dia/110364-blockchain-logistica-e-o-ministerio-da-infraestrutura

 

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